Rock In Rio : uma Marca baseada em Sonhos e Inovação

“Se a vida começasse agora/ e o mundo fosse nosso outra vez/ e a gente não parasse mais de cantar, de sonhar…”

Quem não tem essa música gravada na cabeça? E a logomarca do maior festival de música do Brasil?

Difícil vendo a grandiosidade da marca e do evento, que já teve várias edições em outros países, deu nome a boates, musical e muitos produtos, pensar que tudo parecia um sonho impossível de se realizar.

Em 1985, o Brasil dava os primeiros passos para a democracia após a ditadura militar e, entre 11 e 20 de janeiro de 1985, mais de 1 milhão de pessoas viram em um terreno alagadiço de 250 mil metros quadrados aquele que seria o maior festival de rock do País até hoje.

O grande sonhador em questão era o empresário Roberto Medina que após realizar o mega show de Frank Sinatra no Maracanã foi a Nova York com o seu projeto de um megafestival de rock na América Latina.

Ele só conseguiu ser levado a sério pelos empresários do ramo com o apoio do manager de Sinatra que organizou um coquetel em um hotel que virou notícia em grandes jornais dos EUA.

Com o burburinho, ele conseguiu fechar um cast inacreditável para época com nomes que estavam no auge como Queen, Iron Maiden, Rod Stewart e Ozzy Osbourne e projetou grandes nomes do incipiente Rock Nacional como Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso.

O espírito da juventude reunida por um mundo melhor ficou associado a aqueles dias e foi o ponto de partida para uma marca que começou a ser valorizada na camiseta com a frase “Eu Fui” e só cresceu a cada edição realizada na Cidade Maravilhosa, Lisboa, Madri e Los Angeles.

A marca Rock in Rio é bastante forte, tendo sido utilizada em uma enorme gama de produtos licenciados, como produtos alimentícios, peças de vestuário, artigos de higiene, saúde e beleza, eletrônicos, instrumentos musicais, viagens, cursos e até edições limitadas de automóveis. Edição após edição, os ingressos se esgotam rapidamente e muita gente compra o Rock In Rio Card antes da confirmação das atrações, visto o grande frisson pelo festival.

Os shows mais memoráveis do Rock In Rio

Cada edição do festival passou a ter uma configuração mais complexa, com palcos alternativos, tendas de música eletrônica, lojas, parque de diversões com a famosa tirolesa, mas é impossível não destacar o seu legado musical.

 Em 1985, o Queen fez um show emocionante no qual Freddie Mecury regeu um gigantesco coro popular na canção “Love of My Life”.

Show da banda Queen no Rock in Rio de 1985

Em 1991, o Guns N’ Roses veio ao Brasil pela primeira vez e começou uma longa história de amor com o festival apresentando músicas que só seriam lançadas meses depois como “Civil War” e “You Could Be Mine”.

Em 2001, a também saudosa Cássia Eller fez uma apresentação visceral com seus sucessos e inspirados covers de Nirvana e Beatles.

Em 2013, Bruce Springsteen fez um show com quase três horas de duração no qual desfilou seus clássicos após abrir com um cover do Rei do Rock nacional, Raul Seixas.

Foram muitos grandes momentos para fãs de estilos musicais variados. James Taylor e seu folk romântico marcou época, assim como grandes nomes do Metal como Iron Maiden, Sepultura e Slipknot, que sempre tiveram ao menos um dia reservado.

Para mim, serão sempre inesquecíveis as apresentações que vi pessoalmente como The Who, R.E.M, Foo Fighters, Red Hot Chilli Peppers e até mesmo o Queen com o vocalista Adam Lambert, já que não fui na primeira edição.

Fazendo muito barulho pela sustentabilidade

Mais do que música, o festival também sempre teve uma forte identificação com causas nobres e isso se materializou na terceira edição em 2001 com o projeto “Por um Mundo Melhor”.

Noventa e oito milhões de pessoas uniram-se em três minutos de silêncio por um mundo melhor. Já naquela edição, parte da renda do festival foi utilizada em projetos sociais.

Desde então, mais de 97 milhões de reais já foram investidos em ações que incluem o plantio de árvores, a construção de uma escola na Tanzânia e um centro de saúde no Maranhão, a educação de jovens no Ensino Fundamental no Rio de Janeiro, doação de instrumentos para instituições sem fins lucrativos e muito mais.

Amazonia Live, projeto sustentável do Rock In Rio

Em paralelo, a organização modernizou-se para diminuir o impacto ambiental das suas ações, tanto com o investimento num extenso plano para redução de emissões de CO2 do evento a nível internacional como na compensação auditada das emissões de CO2 do festival até 2016 e em 2013 obtém pela primeira vez a certificação na ISO 20121 – Eventos Sustentáveis.

As ações do Rock in Rio estão alinhadas com o conceito do desenvolvimento sustentável e com o tripé de sustentabilidade, como ambiental, social e econômico. A importância de um evento fazer ações e prol da sustentabilidade vai além de ética e filantropia, contribuindo também para o diferencial competitivo do negócio.

Os exemplos de inovação na área da sustentabilidade são variados.

Desde 2016, o festival recicla e valoriza 100% dos seus resíduos.

Na edição de 2017, foram instalados postes, com formato de árvores, para permitir que smartphones fossem carregados com energia solar.

Na edição de 2019, por meio de uma parceria com a Heineken e a Natura, os copos de plástico que forem descartados durante os dias de festival serão reciclados e usados na produção das tampas do produto Deo Spray Corporal Humor.

Novidades e apostas do Rock In Rio 2019

Cidade do Rock ganhou 60 mil metros quadrados se comparada à edição anterior. O esperado é que sua arquitetura circular faça com que as 700 mil pessoas esperadas nos sete dias do Rock In Rio (27, 28 e 29/9 e 3, 4, 5 e 6/10) tenham fluxo contínuo e a sensação de que a festa nunca acaba.

Em relação à edição de 2017, o festival ganhou seis novos espaços, entre eles o Espaço Favela, que terá 22 shows e três bares com produtos produzidos por empreendedores de favelas do Rio.

O velódromo do Parque Olímpico também foi incorporado à Cidade do Rock. Nesse espaço, haverá  projeções em uma tela de 5,4 mil metros quadrados com o objetivo de proporcionar uma experiência imersiva, lúdica e sensorial.

Mas, e a música?

Bom, desde sua primeira edição o festival não se resume a um estilo apenas, mas apresentou alguns problemas em suas escalações devido a se basear em pesquisas de opinião. Com isso, ocorreu ao longo dos anos a repetição excessiva de grandes nomes.

Outro problema de edições passadas, que já melhorou bastante, é combinar em um mesmo dia artistas que são de públicos diferentes, sendo o exemplo mais lembrado da chuva de garrafas no Carlinhos Brown no dia do Guns N´Roses, em 2001.

Em 2019, os destaques vão para alguns nomes já bem conhecidos dos frequentadores do festival como Bon Jovi, Red Hot Chilli Peppers, Iron Maiden e Foo Fighters e novidades como Panic! At the Disco, Dave Matthews Band, Imagine Dragons e o rapper Drake.

Bon Jovi, a atração mais aguardada do Rock In Rio 2019

Eu, que estarei assistindo no conforto da minha casa, tenho a maior expectativa sobre as apresentações da cultuada banda Weezer, que nunca veio ao Rio de Janeiro, de Niles Rodgers, que fez um dos melhores shows de 2017 e agora vem com a banda Chic, dos veteranos do Scorpions e da dobradinha brazuca CPM22 + Raimundos.

A banda indie Weezer fará sua primeira apresentação no Rio de Janeiro

Veja aqui a escalação completa do festival aqui e se programe para ver seus favoritos.

E você? Comenta aqui um pouco da sua história pessoal com o Rock In Rio.

2 comentários em “Rock In Rio : uma Marca baseada em Sonhos e Inovação

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