Rock In Rio : uma Marca baseada em Sonhos e Inovação

“Se a vida começasse agora/ e o mundo fosse nosso outra vez/ e a gente não parasse mais de cantar, de sonhar…”

Quem não tem essa música gravada na cabeça? E a logomarca do maior festival de música do Brasil?

Difícil vendo a grandiosidade da marca e do evento, que já teve várias edições em outros países, deu nome a boates, musical e muitos produtos, pensar que tudo parecia um sonho impossível de se realizar.

Em 1985, o Brasil dava os primeiros passos para a democracia após a ditadura militar e, entre 11 e 20 de janeiro de 1985, mais de 1 milhão de pessoas viram em um terreno alagadiço de 250 mil metros quadrados aquele que seria o maior festival de rock do País até hoje.

O grande sonhador em questão era o empresário Roberto Medina que após realizar o mega show de Frank Sinatra no Maracanã foi a Nova York com o seu projeto de um megafestival de rock na América Latina.

Ele só conseguiu ser levado a sério pelos empresários do ramo com o apoio do manager de Sinatra que organizou um coquetel em um hotel que virou notícia em grandes jornais dos EUA.

Com o burburinho, ele conseguiu fechar um cast inacreditável para época com nomes que estavam no auge como Queen, Iron Maiden, Rod Stewart e Ozzy Osbourne e projetou grandes nomes do incipiente Rock Nacional como Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso.

O espírito da juventude reunida por um mundo melhor ficou associado a aqueles dias e foi o ponto de partida para uma marca que começou a ser valorizada na camiseta com a frase “Eu Fui” e só cresceu a cada edição realizada na Cidade Maravilhosa, Lisboa, Madri e Los Angeles.

A marca Rock in Rio é bastante forte, tendo sido utilizada em uma enorme gama de produtos licenciados, como produtos alimentícios, peças de vestuário, artigos de higiene, saúde e beleza, eletrônicos, instrumentos musicais, viagens, cursos e até edições limitadas de automóveis. Edição após edição, os ingressos se esgotam rapidamente e muita gente compra o Rock In Rio Card antes da confirmação das atrações, visto o grande frisson pelo festival.

Os shows mais memoráveis do Rock In Rio

Cada edição do festival passou a ter uma configuração mais complexa, com palcos alternativos, tendas de música eletrônica, lojas, parque de diversões com a famosa tirolesa, mas é impossível não destacar o seu legado musical.

 Em 1985, o Queen fez um show emocionante no qual Freddie Mecury regeu um gigantesco coro popular na canção “Love of My Life”.

Show da banda Queen no Rock in Rio de 1985

Em 1991, o Guns N’ Roses veio ao Brasil pela primeira vez e começou uma longa história de amor com o festival apresentando músicas que só seriam lançadas meses depois como “Civil War” e “You Could Be Mine”.

Em 2001, a também saudosa Cássia Eller fez uma apresentação visceral com seus sucessos e inspirados covers de Nirvana e Beatles.

Em 2013, Bruce Springsteen fez um show com quase três horas de duração no qual desfilou seus clássicos após abrir com um cover do Rei do Rock nacional, Raul Seixas.

Foram muitos grandes momentos para fãs de estilos musicais variados. James Taylor e seu folk romântico marcou época, assim como grandes nomes do Metal como Iron Maiden, Sepultura e Slipknot, que sempre tiveram ao menos um dia reservado.

Para mim, serão sempre inesquecíveis as apresentações que vi pessoalmente como The Who, R.E.M, Foo Fighters, Red Hot Chilli Peppers e até mesmo o Queen com o vocalista Adam Lambert, já que não fui na primeira edição.

Fazendo muito barulho pela sustentabilidade

Mais do que música, o festival também sempre teve uma forte identificação com causas nobres e isso se materializou na terceira edição em 2001 com o projeto “Por um Mundo Melhor”.

Noventa e oito milhões de pessoas uniram-se em três minutos de silêncio por um mundo melhor. Já naquela edição, parte da renda do festival foi utilizada em projetos sociais.

Desde então, mais de 97 milhões de reais já foram investidos em ações que incluem o plantio de árvores, a construção de uma escola na Tanzânia e um centro de saúde no Maranhão, a educação de jovens no Ensino Fundamental no Rio de Janeiro, doação de instrumentos para instituições sem fins lucrativos e muito mais.

Amazonia Live, projeto sustentável do Rock In Rio

Em paralelo, a organização modernizou-se para diminuir o impacto ambiental das suas ações, tanto com o investimento num extenso plano para redução de emissões de CO2 do evento a nível internacional como na compensação auditada das emissões de CO2 do festival até 2016 e em 2013 obtém pela primeira vez a certificação na ISO 20121 – Eventos Sustentáveis.

As ações do Rock in Rio estão alinhadas com o conceito do desenvolvimento sustentável e com o tripé de sustentabilidade, como ambiental, social e econômico. A importância de um evento fazer ações e prol da sustentabilidade vai além de ética e filantropia, contribuindo também para o diferencial competitivo do negócio.

Os exemplos de inovação na área da sustentabilidade são variados.

Desde 2016, o festival recicla e valoriza 100% dos seus resíduos.

Na edição de 2017, foram instalados postes, com formato de árvores, para permitir que smartphones fossem carregados com energia solar.

Na edição de 2019, por meio de uma parceria com a Heineken e a Natura, os copos de plástico que forem descartados durante os dias de festival serão reciclados e usados na produção das tampas do produto Deo Spray Corporal Humor.

Novidades e apostas do Rock In Rio 2019

Cidade do Rock ganhou 60 mil metros quadrados se comparada à edição anterior. O esperado é que sua arquitetura circular faça com que as 700 mil pessoas esperadas nos sete dias do Rock In Rio (27, 28 e 29/9 e 3, 4, 5 e 6/10) tenham fluxo contínuo e a sensação de que a festa nunca acaba.

Em relação à edição de 2017, o festival ganhou seis novos espaços, entre eles o Espaço Favela, que terá 22 shows e três bares com produtos produzidos por empreendedores de favelas do Rio.

O velódromo do Parque Olímpico também foi incorporado à Cidade do Rock. Nesse espaço, haverá  projeções em uma tela de 5,4 mil metros quadrados com o objetivo de proporcionar uma experiência imersiva, lúdica e sensorial.

Mas, e a música?

Bom, desde sua primeira edição o festival não se resume a um estilo apenas, mas apresentou alguns problemas em suas escalações devido a se basear em pesquisas de opinião. Com isso, ocorreu ao longo dos anos a repetição excessiva de grandes nomes.

Outro problema de edições passadas, que já melhorou bastante, é combinar em um mesmo dia artistas que são de públicos diferentes, sendo o exemplo mais lembrado da chuva de garrafas no Carlinhos Brown no dia do Guns N´Roses, em 2001.

Em 2019, os destaques vão para alguns nomes já bem conhecidos dos frequentadores do festival como Bon Jovi, Red Hot Chilli Peppers, Iron Maiden e Foo Fighters e novidades como Panic! At the Disco, Dave Matthews Band, Imagine Dragons e o rapper Drake.

Bon Jovi, a atração mais aguardada do Rock In Rio 2019

Eu, que estarei assistindo no conforto da minha casa, tenho a maior expectativa sobre as apresentações da cultuada banda Weezer, que nunca veio ao Rio de Janeiro, de Niles Rodgers, que fez um dos melhores shows de 2017 e agora vem com a banda Chic, dos veteranos do Scorpions e da dobradinha brazuca CPM22 + Raimundos.

A banda indie Weezer fará sua primeira apresentação no Rio de Janeiro

Veja aqui a escalação completa do festival aqui e se programe para ver seus favoritos.

E você? Comenta aqui um pouco da sua história pessoal com o Rock In Rio.

Paolla Oliveira/Vivi Guedes: um inusitado case de marketing nas novelas

Neste ano, a TV Globo cruzou uma fronteira que por muitas décadas evitou. O merchandising nas novelas, Product Placementent no exterior, existe há muito tempo, sendo feito de maneiras sutis e agressivas, alternando cenas que não prejudicavam a narrativa com cenas forçadas nas quais os personagens debatiam as “maravilhas” de um ou outro produto sem contexto apropriado.

Agora, na novela “A Dona do Pedaço” foram incluídas algumas inovações que em função da boa aceitação do público deverão ser replicadas e abrem-se novas possibilidades de interface da arte com o mercado. E, nos próximos anos, os estudos sobre essa mudança não poderão deixar de citar os nomes da atriz Paolla Oliveira e da personagem Vivi Guedes.

É interessante observarmos que a TV Globo tem dados expressivos passos na adequação aos novos tempos sendo alguns exemplos recentes séries que são exibidas exclusivamente no app Globo Play, cujos primeiros episódios são exibidos na tv aberta como foi o caso de “Aruanas” e “Ilha de Ferro”, e o lançamento de podcasts jornalísticos.

 Mas, afinal o que essa novela das nove trouxe de revolucionário?

Vivi Guedes, uma influenciadora que desfila no Instagram e nos intervalos comerciais

A personagem Vivi Guedes é uma influenciadora digital que mistura características de influencers reais como Kim Kardashian, Caroline Daur, Camila Coutinho e Rihanna. Ela, quando garota, viu a mãe ser morta, escapou de um atentado violento e foi adotada por um casal rico após estar perdida nas ruas.

Modelitos da influenciadora digital Vivi Guedes, interpretado por Paolla Oliveira
Vivi Guedes, uma influenciadora digital cheia de estilo

Em paralelo às suas desventuras com o namorado matador de aluguel e a irmã malvada, Vivi tem desde o início da novela uma conta no Instagram, com 1 milhão e 200.000 seguidores até 28/08, na qual são compartilhados com o público os bastidores da novela e as fotos com os modelitos mais ousados.

Com isso, o público se acostumou a assistir a novela com o smartphone em mãos para acompanhar as atualizações do feed. E, em um trabalho muito bem cuidado, a personagem passou a estar a serviço de uma marca real fazendo publiposts para a Avon.

Depois Vivi começou a dar indícios na novela de que estava fechando uma importante parceria comercial.

Com o terreno preparado, o passo mais ousado foi quando ela apareceu anunciando as ofertas de automóveis da Fiat em uma cena contínua que começou ainda na novela e terminou no comercial. 

Antes disso, a atriz Paolla Oliveira sinalizava que cederia o lugar como garota propaganda da Fiat.

Vivi Guedes, interpretada por Paolla Oliviera, se tornou a garota-propaganda da Fiat
Vivi Guedes, a garota-propaganda da Fiat

O trabalho foi todo costurado pela Globo com a Fiat e a agência Leo Burnett, usando o perfil no Instagram para alavancar os produtos da montadora não diretamente.

Com isso, buscou-se gerar engajamento em diferentes plataformas sem criar uma situação desconfortável.

Para Malu Antonio, gerente de marketing e comunicação da Fiat, “As pessoas assistem à TV, usam o celular e consomem todas as mídias. O que é real e o que é virtual acaba fazendo pouca diferença nesse contexto de produto, varejo, telas, ficção e realidade. Decidimos, então, fazer um projeto a várias mãos para quebrar todas essas fronteiras e criar um storytelling capaz de levar uma mensagem ao consumidor de forma delicada”.

Paolla Oliveira: a beleza e o carisma necessário para a inovação

A paulistana Paolla Oliveira, que tem 37 anos, conquistou o público no papel da sonhadora Giovana, na novela “Belíssima” (2005).

No ano seguinte, protagonizou “O Profeta” e a popularidade cresceu mais quando se tornou rainha de bateria da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio e venceu o quadro “Dança dos Famosos”, do programa “Domingão do Faustão”.

O burburinho em torno do seu nome foi ampliado quando começou a namorar Joaquim Lopes, ex-marido de Thaís Fersoza. Em 2015, Paolla e Joaquim se separaram.

A beleza e a sensualidade da atriz foi bastante explorada em trabalhos como a série “Felizes para Sempre?”(2015), na qual sua personagem participou de uma icônica cena com uma calcinha fio-dental, e no filme “Entre Lençois “ (2008), quase todo passado no quarto de um motel ao lado de Reynaldo Gianechinni.

Com toda popularidade, admiração e curiosidade sobre seu nome, Paolla protagonizou comerciais de muitas marcas ao longo dos anos, incluindo a Avon e a Fiat, e tem no Instagram mais de 19 milhões de seguidores. Acabou sendo assim um nome muito acertado para a emissora ultrapassar seus antigos limites.

Vivi Guedes, interpretada por Paolla Oliveira, exibe maiô sensual para o noivo
Paolla Oliveira é considerada uma das mais belas atrizes brasileiras

A TV GLOBO e o Marketing com seus personagens

Por muitos anos, a Globo teve rígidas políticas comerciais para os personagens de sua dramaturgia. Enquanto os atores poderiam fechar contratos publicitários para protagonizar as campanhas que desejassem, o elenco era proibido de utilizar o personagem que interpretava nas novelas da casa em qualquer situação comercial. Essa postura, que já vem sendo flexibilizada há algum tempo, ganhou uma nova possibilidade na novela A Dona do Pedaço.

Em 2012, buscando aproveitar o sucesso de “Avenida Brasil”, a Vivo fez uma ação com o ator Murilo Benício para divulgar seus planos de internet. No vídeo, quem aparecia era o personagem Tufão, interpretado por Benício.

A situação brincava que era importante estar conectado para não ser o último a saber das coisas, assim como aconteceu com o personagem, que foi enganado pela vilã, Carminha. Na ocasião, a Globo questionou a operadora e a Y&R, agência da Vivo, e o vídeo foi tirado do ar.

Já dentro das tramas, a participação das marcas na história têm sido cada vez mais frequentes. Em “O Outro Lado do Paraíso, a Claro fez uma ação com o personagem Nicácio, interpretado pelo ator Fábio Lago. Na novela, o cabeleireiro ganhava fama após trocar a internet de seu celular, que lhe permitiu fazer mais postagens de seu trabalho.

Em “A Força do Querer” também teve uma personagem licenciada com uma marca. A secretária Abigail, interpretada pela atriz Mariana Xavier, tornou-se consultora Natura na novela. Além da exibição da marca nos capítulos, a Natura criou um perfil no Instagram pelo qual Abigail dava dica para as consultoras.

Uma experiência da emissora que se aproximou do case Vivi Guedes foi a promoção “Casa de Novela” na qual dois cenários da novela “Segundo Sol” foram decorados com objetos das Casas Bahia e um comercial com a atriz Fabíula Nascimento, que atuava na trama, sugeria ao espectador que ele também poderia ter a casa igual a dos personagens.

Fabíula Nascimento estrelou a propaganda da campanha "Casa de Novela"
Fabíula Nascimento estrelou a campanha “Casa de Novela”

Merchandising nas cenas das novelas sempre existiu, mas em alguns momentos a dose foi redobrada e gerou críticas como em “O Sétimo Guardião”.

Na trama, o delegado Joubert Machado, interpretado por Milhem Cortaz, que era fascinado por calcinhas e as usava escondido participou de uma insólita cena para promover uma marca de lingerie.

“Ué, nunca tinha reparado naquele anúncio que colocaram lá”, diz o personagem ao ver um outdoor com as imagens de três modelos. Em instantes, o personagem é transportado para dentro das imagens, que ganham vida. “Estou ficando louco. Onde eu vim parar?”, questiona o delegado. “Dentro do seu sonho de consumo!”, responde uma das modelos. “Confessa! É tudo o que você sonhou!”.

Agora, vamos aguardar os “próximos capítulos” e acompanhar as novas interseções entre a dramaturgia e a publicidade.

E você, o que acha dessas ações publicitárias com personagens das novelas?

Quatro práticas eficientes de Comunicação Corporativa

Mesa de reunião

É verdade que cada empresa tem realidade e público diferentes, mas é possível observarmos alguns cuidados em comum que devem ser adotados pelos profissionais de Comunicação Corporativa.

Ao longo de 13 anos, trabalhei na área de Comunicação de uma empresa de Previdência e Assistência e pude vivenciar que determinadas práticas contribuem para se obter um resultado positivo tanto para o empregador quanto para os clientes internos e externos.

Escute seus clientes para definir pautas

Diante da necessidade de publicar regularmente conteúdos relevantes é normal que às vezes paire a dúvida sobre quais os melhores assuntos a serem abordados.

 Certamente, são os temas cujos clientes tenham curiosidade e necessidade de saber. Porém, como descobrir quais são eles?

É sempre importante oferecer formas de receber sugestões do público interno e externo, como um Fale Conosco, e ter formas mais ativas de conseguir saber os temas mais quentes e relevantes.

Realizar reuniões periódicas com os gestores das unidades da empresa é uma oportunidade de perceber quais são os problemas atuais, os projetos futuros e a percepção gerencial do que é fundamental esclarecer.

Ter acesso aos assuntos que a alta direção está debruçada também é indispensável para que a comunicação possa ser preparada com antecedência, avaliando riscos e cenários possíveis.

Enxergue as pautas “invisíveis”

Na busca por definição de assuntos a serem abordados nos canais de comunicação, vale a pena ampliar o olhar para além do senso comum. Por exemplo, pode estar ocorrendo um projeto superinteressante em um setor e apenas os envolvidos terem conhecimento.

Mesmo às vezes sendo um assunto técnico, cuja maior parte dos colaboradores não compreendam bem, é sempre possível pensar em uma abordagem que dê visibilidade aos esforços despendidos pelas equipes e os principais benefícios para os negócios da empresa.

Valide com as fontes antes de publicar

Uma etapa que pode ser estranha para jornalistas que vem da mídia tradicional é submeter textos ou trechos dos conteúdos a serem publicados para aprovação dos responsáveis pelas informações.

 Esse tipo de precaução garante que um gestor não venha responsabilizar a comunicação pelo uso de expressões inadequadas, assim como a supressão de informações muito relevantes.

Em uma entrevista presencial ou por telefone, o jornalista pode ter a percepção de que determinada parte é mais importante do que a outra e muitas vezes isso não cria nenhum problema porque esse filtro é aplicado considerando o interesse do público.

No entanto, a seleção/edição do jornalista pode ocasionar um efeito indesejado para a área responsável pela informação, sendo assim importante submeter para apreciação e, se for necessário, negociar a forma final de forma a conciliar o interesse e a atratividade para o público com o interesse da empresa.

Não deixe dúvidas no ar

Sabendo que as pessoas têm pouco tempo para parar e ler os conteúdos corporativos em função de múltiplas atividades, muitas vezes a área de comunicação se concentra em realizar conteúdos bastante enxutos.

A objetividade tem que ser mesmo o norte, no entanto, é sempre bom se colocar no lugar do cliente para avaliar as dúvidas que poderão surgir após a divulgação.

Sendo assim, uma alternativa é criar um conteúdo mais amplo para ser consultado por todos no formato , por exemplo, de perguntas e respostas.

E você, quais outras práticas acha essenciais para a Comunicação Corporativa?

MUITO ALÉM DAS CURTIDAS…

No ano passado, criei uma conta de Instagram para comentar e dar dicas de filmes, séries e animações,”Tela em Transe”.

Desde então, venho aprendendo a cada dia o que agrada às pessoas e adaptando a seleção de assuntos, imagens e formatos para fazer sentido para a minha audiência (hoje próxima dos 2.000 seguidores) .

Acompanhar as métricas é essencial para evoluir e reduzir achismos. Em minhas postagens, observei alguns padrões tais como o fato de quando é uma homenagem a um artista falecido, haver um enorme engajamento.

Embora eu tenha um gosto bem diversificado, muitas vezes cedo à minha “faceta” nerd porque postagens sobre super-heróis bombam, ainda mais se forem bem-humoradas e de fácil assimilação.

Como até o momento o objetivo da “Tela em Transe” foi muito mais falar de um tema que sou apaixonado do que vislumbrar oportunidades comerciais, eu nunca negligencio o meu interesse pessoal para angariar mais engajamento e seguidores.

Se você precisar de alguém para trabalhar o conteúdo com PAIXÃO e CRIATIVIDADE em suas redes sociais, buscando resultados alinhados com os seus OBJETIVOS de negócio,  fale comigo para conversarmos como eu poderia lhe ajudar.

Mídias Sociais conte comigo

Por que “La Casa de Papel” se tornou um fenômeno pop?

Em julho, estreou a terceira temporada de ”La Casa de Papel”, a série falada em língua não-inglesa mais assistida na história da Netflix.

Quando a 1ª temporada foi exibida, se tornou uma febre aqui no Brasil e em outros países. Porém, quando foi originalmente exibida na tv aberta espanhola não chamou tanta atenção.

A máscara de Salvador Dali ganhou as ruas no Carnaval, a música “Bella Ciao” inspirou um funk e a série rendeu incontáveis memes. Como o gênero policial não é o meu favorito, deixei para assistir depois da coqueluche e consegui enxergar os seus fatores de sucesso.

Os personagens não são simples bandidos, são pessoas com dramas como a perda de um amor ou ente querido, uma doença, e têm qualidades que nos identificamos como a dedicação a um filho, a inteligência e a coragem.

O roubo à Casa da Moeda em uma época de revolta com o sistema financeiro acaba sendo visto por simpatia por quem tem tanto boleto para pagar.

É uma série que no seu DNA tem o formato de vídeo sob demanda. É um assalto no qual as horas vão sendo marcadas e se tem a sensação de que precisa consumir mais.

E você, quais outros fatores de sucesso destacaria? Já assistiu a terceira temporada?

Como a sua empresa lida com os Discursos Mal-Ditos e Não-Ditos?

Pessoas conversando

Em abril, o Clube Empreendedor realizou a palestra “Comunicação Interpessoal”, ministrada por Martha Mangueira Ferreira e Paulo Vitor Codeço.

Chamou muito a minha atenção as recomendações para que uma empresa lide melhor com aqueles discursos que não são produzidos pelos canais oficiais da instituição, mas que podem ter grande impacto nos negócios.

Entre os Discursos Mal-Ditos, se encontram piadas, fofocas e boatos. Às vezes, esse tipo de repercussão apenas diverte e anima as pessoas, mas em outras a subversão da realidade precisa ser mitigada por meio de esclarecimentos ou melhoria da comunicação para evitar ruídos.

Já no caso dos Discursos Não-Ditos, pensamentos dos empregados que amarguram, desanimam e anestesiam não chegam até aos canais apropriados da empresa e vão prejudicando o clima e os objetivos estratégicos.

Para combater esse tipo de problema, são essenciais a existência de canais de exteriorização como Ouvidoria e ações como Avaliação 360º e Pesquisa de Clima.

Diga NÃO ao desperdício de alimentos

Você DESPERDIÇA alimentos? Não? Tem certeza? Um levantamento recente da Embrapa em parceria com a FGV registrou que cada família no Brasil joga aproximadamente 130 quilos de alimentos por ano no LIXO.

O desperdício total do país poderia alimentar mais de 13 milhões de pessoas! Sabemos que nossas condições de transporte precárias contribuem para que muita comida se estrague e isso é papel do governo aperfeiçoar.

Temos consciência também que muitos alimentos no comércio no atacado e no varejo são desperdiçados, sendo importante que os empresários interajam mais com projetos sociais para o aproveitamento de alimentos na validade.

Mas cada um de nós pode desperdiçar menos alimentos e também economizar dinheiro, adotando alguns hábitos sustentáveis:

* Faça compras de legumes, verduras e frutas semanalmente. Dessa forma, consumirá produtos mais frescos e evitará que se estraguem mesmo na geladeira.

* Pense nos cardápios que serão feitos ao longo da semana para fazer a lista de compras, evitando assim que alimentos comprados não sejam utilizados dentro da validade.

* Colecione e experimente receitas que aproveitam cascas e sementes dos vegetais.

* Cuidado com as promoções, para evitar comprar um número alto de alimentos que podem acabar se estragando.

Desvendando segredos do sucesso

Todo mundo quer ter uma ideia genial que agrade e gere lucro. Mas para impactar o público não basta criatividade.

No livro “Contágio”, de Jonah Berger, encontramos casos que demonstram as características que agem em nossos cérebros favorecendo a compra e a recomendação de produtos:

* Moeda Social – Todo mundo quer parecer que é especial, por isso, negócios e produtos descolados geram boca a boca, como as filas de lançamentos do IPhone.

* Gatilhos – É importante observar as associações que as pessoas fazem e tirar proveito delas, como falar de produtos matinais de manhã e de coisas divertidas nas sextas.

* Emoção – Emoções de alta excitação como assombro e alegria nos estimulam a compartilhar conteúdos com nossos contatos.

* Público – A popularidade transmite confiança. Por isso, em uma viagem escolhemos o restaurante mais cheio. Por sua vez, as marcas investem em sacolas e brindes pensando em quantas pessoas verão sua logo.

* Valor Prático – as informações úteis geram engajamento, sendo recomendável revestir essas informações com um conteúdo atrativo.

* Histórias – Uma marca tem muito a ganhar quando consegue uma história notável com uma forte associação com o produto, podendo ter efeito viral. “A informação viaja disfarçada de conversa fiada”.

Aprendendo com o Aranhaverso

“Homem-Aranha no Aranhaverso” é uma boa inspiração para jovens e experientes profissionais.

No desenho, o adolescente Miles Morales adquire poderes, porém, não sabe utilizá-los e passa por grandes apuros. Ele não desiste e busca se inspirar nos exemplos de outros heróis para aprender.

Em determinado momento, pode parecer que nada dará jeito, que é melhor desistir, mas ele tem o principal que é a vontade e a coragem para lutar e salvar aqueles que ama.

Um dos Homens-Aranha da animação é uma versão balzaquiana, barrigudo e desmotivado. Ele passou por tantas frustrações ao longo da vida profissional, amorosa e familiar, que se tornou uma sombra do que era.

No entanto, se mirando no exemplo de coragem do jovem Miles ele enxerga melhor como era e se reveste da coragem e determinação em prol de um ideal maior.

Profissionais jovens ou maduros têm sempre coisas para aprender e têm também dentro de si o que é mais importante para vencer na vida. Às vezes, basta olhar para o lado e se inspirar em alguém.

Em outros momentos, é necessário buscar um mentor que lhe passe lições cruciais para sua vitória. Mas sempre será necessário buscar no seu interior o que precisa.

Lições do Fundo do Mar

Como não afundar em ressentimentos ou encalhar em seus medos? Em “Aquaman”, o herói se ressente por ser considerado uma aberração pelo povo da Atlântida e, por esse motivo, reluta em lutar pelo trono ao qual tem direito.

Mas, com o apoio de algumas pessoas que acreditam no seu potencial, ele se reveste de coragem e determinação para buscar o status que tem direito, chegar ao máximo que pode se tornar e salvar a humanidade.

Aquaman nasceu com diferentes potencialidades, capaz de se sobressair tanto na terra, quanto no mar, com habilidade de se comunicar com qualquer criatura marinha, e primogênito da rainha atlante.

Ao longo da vida, recebeu treinamento para ser um monarca, mas por um período se contentou em ser um herói solitário e, em alguns momentos, sucumbiu a sentimentos menores como a ira e a vingança.

Ao assumir grandes desafios, ele se tornou maior ao ter empatia e valorizar mais outros sentimentos como o amor e a compaixão. Eu e você não temos superpoderes, mas, certamente, temos algo de especial, que nos faz diferentes e pode nos levar longe.

Precisamos observar se não há uma âncora nos impedindo de navegar rumo ao nosso destino. Grandes ondas, tempestades e outros desafios virão, mas você chega lá.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora